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Silenciosa e sem cura, prevenção ainda é o melhor remédio para combater a doença  responsável por 80% dos casos de cegueira no mundo

Conhecendo o Inimigo

O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma é um dia criado para aumentar a conscientização popular sobre os perigos da doença, assim como a necessidade de  prevenção, diagnóstico e tratamento. A data foi instituída pelo decreto de lei nº 10.456, de 13 de maio de 2002. No Brasil, o glaucoma é o maior responsável pela cegueira.

O glaucoma refere-se a um grupo de doenças oculares que aumentam a pressão intraocular, o que causa lesões ao nervo óptico, levando ao inchaço e à cegueira progressiva, e algumas vezes até mesmo à cegueira total. A doença é na maioria das vezes silenciosa, ou seja, não há sintomas. Os glaucomas podem ser classificados como congênito, secundário, de ângulo aberto (crônico) e fechado (agudo).

A importância de agir antes

No do primeiro tipo a criança já nasce com o problema. O glaucoma secundário é causado por outras doenças oculares, por traumas, medicamentos etc. O de ângulo aberto é o tipo mais comum, que causa aumento na pressão ocular progressiva ao longo da vida. Por fim, o glaucoma agudo é sintomático e o mais perigoso, podendo levar a um aumento rápido e doloroso na pressão intraocular. Por isso deve ser tratado com urgência. A medicina ainda não sabe definir com precisão as causas da doença.

 

O tratamento consiste em medicação orientada por um oftalmologista ou até procedimento cirúrgico, tudo com o objetivo de diminuir a pressão ocular. Enquanto o glaucoma do tipo congênito só pode ser tratado mediante cirurgia, alguns glaucomas abertos podem ser tratados com colírio ou a laser. Já o glaucoma de ângulo fechado é uma emergência que deve ser tratada com colírios, medicamentos intravenosos e, em alguns casos, iridotomia, que é uma incisão que abre um novo canal na íris, o que alivia a pressão.

 

A recuperação pode ser acelerada se o paciente seguir algumas dicas, como hidratar-se, consumir pouca cafeína, ter uma dieta saudável, exercitar-se com segurança, entre outras.

 

Nossa equipe ainda alerta que as pessoas com mais de 40 anos devem visitar o oftalmologista com frequência de seis meses, principalmente se forem afrodescendentes, tiverem histórico familiar da doença e alterações na visão

 

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